Após muito tempo, retorno ao blog para fazer a primeira postagem de 2013, espero que não seja a única. Minha demora a postar é justificada em virtude de uma série de cursos que estava fazendo e também do trabalho.
Primeiro comentarei sobre o curso de Gestor de TI que fiz pela Alfamídia. O curso foi muito bom, e recomendo para quem quiser seguir uma carreira de gestor de tecnologia da informação, ou investir na iniciativa privada, que valoriza bastante o profissional certificado.
Como disse um dos professores, tudo na vida é projeto, e nesse sentido chegamos ao valor do curso, pois o planejamento pode nos facilitar muito na hora de fazer um plano de aula, um plano de estudos, aquele churrasquinho de final de semana, uma festa de aniversário ou casamento, projetos mais complexos como o desenvolvimento de um sistema, construção civil, etc.
Quanto aos itens abordados no curso de Gestor de TI, vou colocar logo abaixo, brevemente, com minhas observações pessoais a respeito:
· PMI – Curso de Gerenciamento de Projetos utilizando as Boas Práticas do PMI, o curso foi excelente. Muito bom para quem procura certificação do PMI – Project Management Institute.
· Microsoft Project – ferramenta muito útil para gestão de projetos, existem também outras ferramentas no mercado, algumas personalizáveis e gratuitas. (um exemplo é o redmine)
· Prática de Projeto utilizando Microsoft Project – muito bom para colocar em prática o conhecimento adquirido no curso PMI.
· ITIL v3 – basicamente gestão de processos, o curso também foi excelente, no mesmo patamar do PMI, porém voltado para definição de processos da empresa. Excelente para quem quer fazer a certificação ITIL Foundations.
· SCRUM – métodos ágeis de desenvolvimento. Curso também muito bom, com práticas bem didáticas que envolvem todos os alunos organizados em times para o desenvolvimento de um produto.
· COBiT – governança de TI, esse foi o único curso, que do meu ponto de vista deixou muito a desejar, pois eles ofereceram o curso da versão 5 do COBIT, que na época não estava nem consolidado ainda. Para fins de concurso público, as provas ainda estão cobrando o Cobit 4.1.
Outra grande fonte de conhecimento que tirei bastante proveito, foi a disciplina de mestrado da UFRGS, que cursei na modalidade de Aluno Especial. Inteligência Artificial Avançada. Um ano antes já havia feito um curso introdutório e gratuito de IA no site www.ai-class.org, com os professores Peter Norvig e Sebastian Thrun.
Já na disciplina, que foi ministrada pela professora Drª. Ana Bazzan, tive uma visão também prática, onde foram apresentadas várias ferramentas para otimização, sistemas multi - agente, simulação de trânsito, e todo um referencial teórico na área de sistemas multi - agente, jogos estocásticos, swarm intelligence, enfim, muita coisa que ficará para uma outra postagem. Quem tiver interesse por IA pode acompanhar o blog (de novo), que irei postar um tutorial sobre o NetLogo que é uma software muito bom para trabalhar com sistemas mono ou multi agente, irei exemplificar com um programa simples que desenvolvi para resolver o problema 4-Queen utilizando satisfação de restrições.
Vamos então voltando a ideia principal deste post, vamos falar de gerenciamento de projetos.
Neste caso, temos um projeto de vida que envolve passar em um concurso público, numa prova de vestibular, ou então numa prova de ingresso de pós – graduação.
Podemo pegar os livros, canetas e cadernos e ir estudando o conteúdo que está no edital. No dia da prova, utilizamos nosso conhecimento e pronto, passamos na prova.
Pode ser tão simples, como pode requerer uma série de passos que podem determinar o nosso nível de sucesso nessa empreitada.
Inclusive, conforme o PMBOK a cada 1 hora gasta investida no planejamento, economiza-se 4 horas na execução, isso demonstra que planejar é bom, planejar é legal.
Primeiramente então começarei mostrando uma imagem que ajuda bastante na hora de utilizarmos as boas práticas do PMBOK, que é o Project Management Body Of Knowledge (Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos). Para quem investir nessa área, esse livro tem que ser de cabeceira, e talvez até ler histórias do PMBOK para os filhos para dormir.

(não é essa a imagem)

(é essa)
Essa imagem de Mauro Sotille relaciona os 42 processos de gerenciamento de um projeto, conforme o PMBOK, indicando os grupos em que os processos se distribuem e as suas áreas de conhecimento associadas.
Começaremos nosso projeto, do início, isso é pelos Processos de Iniciação, que envolvem os processos:
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Desenvolver o termo de abertura do projeto
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Identificar as partes Interessadas
Lembrando que o PMI não é um manual de gerenciamento de projetos, e sim um livro de boas práticas, as quais podemos aproveitar algumas ou todas para alcançar o sucesso do nosso projeto.
Na internê há muitas formas de desenvolver o termo de abertura, como não estou com o PMBOK, vou fazer algo simples para o fim que se destina, que é Estudar para um concurso.
Neste momento já identificamos, um objetivo geral, as partes interessadas, e muito provavelmente o gestor do projeto.
Objetivo: Passar em um concurso
Partes Interessadas: Você ou no caso sua família, se eles querem te ver fora de casa.
Gestor do Projeto: Você também, pois você irá gerenciar seu tempo. A não ser que você queira uma babá em cima, lhe cobrando os prazos.
Como fazer parra alcançar o objetivo: para essa segue uma lista de passos, que pode variar de pessoa para pessoa. Exemplificamos:
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Encontrar o Edital
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Fazer plano de estudos
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Executar os passos do plano de estudo
O termo de abertura também deve definir quem é o gestor do projeto e que níveis de autoridade ele possui. Assinado o termo de abertura é dado início oficialmente no projeto, e podemos entrar nos Processos de Planejamento que envolve os seguintes processos:
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Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto
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Coletar os Requisitos
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Definir o Escopo
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Criar a EAP
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Definir as atividades
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Sequenciar as Atividades
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Estimar os recursos das atividades
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Estimar as durações das atividades
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Desenvolver o cronograma
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Planejar o gerenciamento dos riscos
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Identificar os riscos
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Realizar a análise qualitativa dos riscos
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Realizar a análise quantitativa dos riscos
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Planejar as respostas aos riscos
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Desenvolver o plano de RH
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Estimar os custos
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Determinar o Orçamento
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Planejar as Comunicações
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Planejar as Aquisições
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Planejar a qualidade
Para nosso projeto pessoal não precisaremos de todos os processos.
Desenvolver o plano de RH por exemplo não será preciso, pois não iremos, por exemplo, contratar uma mulidão de professores para nos ensinar o conteúdo.
Podemos ter aquisições, se precisarmos comprar livros, nesse caso poderíamos estimar os custos do material a ser comprado, se você não trabalha e precisa do dinheiro dos pais, eles seriam os sponsors (patrocinadores) e poderiam dar um limite de dinheiro para os gastos, isso seria informado como restrição no termo de abertura e iria influenciar o orçamento.
Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto
Neste processo iremos documentar os planos auxiliares, ou seja, a metodologia com que vamos trabalhar no projeto, como gerenciaremos o escopo, os requisitos, cronograma, melhorias, custos.
Nosso projeto terá as seguintes fases:
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Definir o concurso que deseja passar
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Encontrar material para estudo do conteúdo
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Criar plano de estudos
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Definir marcos, linhas de base ou baseline
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Criar controle de qualidade
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Executar
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Encerrar o projeto
Coletar os requisitos
No site Gestão de Projetos PMI, CUNHA, diz que o requisito é uma funcionalidade ou característica de uma entrega, que visa atender uma expectativa do cliente.
No nosso projeto, que é estudar para o concurso, podemos definir que o requisito é que a cada entrega tem que ser realizado provas sobre o conteúdo que foi estudado e os acertos devem ser superior a 70% do conteúdo.
No PMBOK esse processo é antes da Definição do Escopo, e para a prova de certificação é assim que tem que ser, no entanto, normalmente as entregas são definidas antes dos requisitos, e as entregas fazem parte do processo de Definição do Escopo.
Definir o Escopo
Neste processo vamos detalhar com o máximo possível de informações nosso escopo, objetivo específico, critérios, definir as entregas (ou entregáveis), exclusões, restrições e premissas.
No caso de exclusões, é sempre uma boa prática definir o que não será contemplado no projeto, como um resguardo do gerente de projetos.
A prova para a qual esse projeto será preparado é o POSCOMP, que é o Exame Nacional para Ingresso na Pós – Graduação em Computação.
Escolhi essa prova porque espero estar ajudando aquele que deseja ser um gestor de projetos, e dar uma introdução básica sobre o assunto, e também ajudar aquele que deseja ingressar num Mestrado ou Doutorado em Computação servindo de start para o começo dos estudos (incluo-me entre esses, serei um leitor do meu próprio blog, como quem ri da própria piada).
Descrição do Escopo:
Fazer plano de estudos da área de Matemática para prova do POSCOMP, com base no último edital, que pode ser obtido em http://www.cops.uel.br/concursos/130_poscomp_2012/edital_001_2012.pdf.
Excluem-se do escopo deste projeto as áreas de Fundamentos e Tecnologia da Computação.
O plano de estudo deve conter pacotes de entregáveis, sendo que cada pacote deve ter uma avaliação, cujo resultado será considerado satisfatório se a taxa de acerto for maior ou igual a 70% das questões desta.
O prazo de planejamento, execução e encerramento do projeto será de 6 meses.

Pacotes do Projeto:
Criar a EAP:
EAP é a Estrutura Análítica do Projeto, fazemos com base no escopo e nos entregáveis.
Utiliza-se a técnica de decompor as entregas em unidades menores, quanto menor a entrega, melhor fica para estimar recursos necessários, tempo, custo. Um pacote é composto de várias entregas. Uma regra que pode ser usado para o tempo de conclusão é 8-80 ou 4-40, que significa que um pacote deve ser entregue entre 8 e 80h ou entre 4 e 40h.
Nosso projeto tem um escopo muito grande, para exemplificar vou utilizar o edital do POSCOMP 2012 para montar a EAP.
Montarei a EAP com a seguinte estrutura:


Estrutura Analítica do Escopo do Projeto
Conforme o PMBOK fazemos a EAP com todos os pacotes que estão contemplados no escopo do projeto, e o processo de Definir as Atividades é o responsável pela decomposição dos pacotes e demais informações.
Eu gosto de incluir as atividades na EAP, nesse caso ela ficaria assim:

Neste exemplo, para não ficar muito extenso, fiz a EAP do pacote Geometria Analítica (em vermelho) apenas, e ass atividades em laranja.
Do meu ponto de vista fica melhor de visualizar e organizar para fazer a descrição das atividades a partir da EAP.
O único problema é que a EAP fica bastante extensa, o que de certa forma não é tão problemático, vez que é mais uma ferramenta para apoiar no planejamento.
Para não ficar muito mais extenso do que já está, acabo esse post aqui, e continuaremos no próximo.
Referências:
SOTILLE, M.A., PM Tech. Fluxo de Proocessos do Gerenciamento de Projetos – PMBOK 4ª Edição, 2009. Porto Alegre.
CUNHA, Paulo Henrique da Costa. Como gerenciar projetos utilizando os processos do Guia PMBOK. Site Gestão de Projetos PMI – Disponível em http://gestaodeprojetospmi.com.br